| Crimes Cibernéticos: Lei pode ser votada sem posição do Governo |
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| Escrito por Everton |
| Sex, 22 de Maio de 2009 14:12 |
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Crimes Cibernéticos: Lei pode ser votada sem posição do Governo :: Luís Osvaldo Grossmann :: Convergência Digital :: 22/05/2009
O projeto que tipifica crimes cibernéticos deve caminhar até junho na Câmara dos Deputados. O relator do projeto (84/99) na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, Julio Semeghini (PSDB-SP), afirmou nesta quinta-feira, 21/05, ao participar do 25º Congresso da Abert, que espera uma proposta do governo - especialmente do Ministério da Justiça, até o fim deste mês. Do contrário, apresentará um relatório com base no que já está tramitando - o substitutivo do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). "O combinado é que vamos esperar até o fim de maio pelas sugestões do governo porque o plano é votar o projeto em junho. Se o governo não apresentar até lá, é porque não está interessado", sustentou Semeghini. Ele adiantou que os temas em discussão não são necessariamente com base no texto do senador Azeredo. "Espero concluir o relatório em 15 dias", disse o parlamentar. O projeto 84/99 faz alterações no Código Penal, Código Penal Militar, Lei de Repressão Uniforme, Lei Afonso Arinos e Estatuto da Criança e do Adolescente e tipifica 13 novos tipos de crimes, como difusão de vírus eletrônico, clonagem de senhas bancárias, falsificação de cartão de crédito e a divulgação de informações contidas em bancos de dados. Uma Legislação em debate Nos trâmites do Congresso, como o PL 84/99, de autoria do Senador Eduardo Azeredo, e bastante criticado por vários setores, foi aprovado no Senado, a Câmara, agora, só pode aprovar ou retirar artigos. Em função disso se costurou a redação de um novo Projeto de Lei, consensual entre Legislativo e Executivo. Seriam mudados os seguintes pontos: - Art. 285-A (CP) - acesso não autorizado
O novo projeto de Lei incluíria os seguintes pontos: -Art. 285-A (CP) – Acesso indevido a sistemas informatizados; Ao participar de seminário sobre o tema, na capital paulista, no final de março, Semeghini deixou claro: "São negócios distintos, são empresas distintas, mas todos têm responsabilidades e deveres". Na época, o parlamentar observou ainda que a proposta de armazenar os dados por um período de até 90 dias era praticamente um consenso. Mas faltava prever como seria feito o acesso à essas informações - quais autoridades serão, de fato, o ponto a ser respeitado - e como os provedores irão armazenar e o tempo necessário para a exclusão desses dados do sistema. *Colaborou Ana Paula Lobo, de São Paulo |


